<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-21844999</id><updated>2012-02-24T00:12:59.203-02:00</updated><category term='ônibus'/><category term='cultos'/><category term='religião'/><category term='carnaval'/><category term='Bahia'/><category term='Igreja Católica'/><category term='São Joaquim'/><category term='carros'/><category term='colecionação'/><category term='felizes'/><category term='família'/><category term='estigma'/><category term='extravagância'/><category term='vida'/><category term='a vida'/><category term='selos'/><category term='natal'/><category term='afrodescendente'/><category term='moedas'/><category term='ídolo'/><category term='Feira e São Joaquim'/><category term='machucar'/><category term='permanente'/><category term='presentes'/><category term='criança'/><category term='coragem'/><category term='coleção'/><category term='mentira'/><category term='facebook'/><category term='luzinhas'/><category term='universal'/><category term='obreiros'/><category term='baleiro'/><category term='papai noel'/><category term='foliões'/><category term='Edir Macedo'/><category term='rasteira'/><category term='lambreta'/><category term='pessoas'/><category term='igreja'/><category term='merengue'/><category term='desistir'/><category term='importante'/><category term='infância'/><category term='perfil'/><category term='ensina'/><category term='culpa'/><category term='aprendi'/><category term='twitter'/><category term='árvore'/><category term='redes sociais'/><category term='socializam'/><category term='fracasso'/><category term='bebida'/><category term='engarrafamento'/><title type='text'>A Palavra Escrita...</title><subtitle type='html'>Aos amantes da palavra escrita, rabiscada, desenhada ou digitada. Em todas as suas formas e momentos e com todas as suas ilusões e inferências. São crônicas, pensamentos, idéias, reflexões e tudo que vier à cabeça.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Vanessa Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16197551947343747460</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3X6xRF2hux8/TFHGyCdCAwI/AAAAAAAAAAM/67ysfVRHQ9Y/S220/Eu36.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>23</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21844999.post-1689258134816075467</id><published>2011-12-15T17:14:00.001-02:00</published><updated>2011-12-21T12:56:38.610-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='luzinhas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='infância'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='criança'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='árvore'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='presentes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='natal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='papai noel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='família'/><title type='text'>Intermitente</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-3KR_b8ZT1ag/TvD63Pc2ZXI/AAAAAAAAAK8/xy10vP0inWc/s1600/arvore.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="244" src="http://2.bp.blogspot.com/-3KR_b8ZT1ag/TvD63Pc2ZXI/AAAAAAAAAK8/xy10vP0inWc/s320/arvore.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Fica ali, parada, olhando, pensando, lembrando, gosta de admirar as luzinhas piscarem, encantam-na, mas de uma maneira infantil, pura,genuína. &amp;nbsp;É uma daquelas coisasque te fazem bem e pronto, um bem intermitente, como as luzinhas piscando. Éassim todo ano na época do natal, ela adora. Gosta de enfeitar a casa, dearmar a árvore com muitas bolas coloridas, presentes e luzes, muitas luzespiscando sem parar. Não acredita em nada que norteia o natal, não é por issoque gosta, mas porque lembra sua infância.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;Nos dias queantecediam o natal, sua família ficava mais próxima. Todos precisavam sereunir e programar a festa, os presentes, a árvore, e era algo que faziam juntos. Nunca acreditou em Papai Noel, não cabia esse tipo de coisa nas suas crenças infantis, já que não eram lá muito favorecidos economicamente, então ascoisas eram feitas de uma forma diferente da que vemos nos filmes. Pra começar, a árvore não era comprada, nem os enfeites. Era uma tarefa dos homens a deencontrar um bom galho para transformar em árvore de natal, tinha que ser umgalho seco, grande e com muitas ramificações. Enquanto o galho não era trazido,os enfeites eram fabricados em casa, eram caixas de fósforos, de sapatos, de remédios e de todo tipo ou formato, que seriam embaladas com papel colorido eencheriam a árvore e o cantinho dos presentes. Eles guardavam, durante o anotodo, embalagens que pudessem servir, como pacotes vazios de café, lacres delatas de leite ou chocolate em pó, fitas e papéis de presentes de outrasocasiões e outras coisas. Tornavam-se bons enfeites, com um pouco de criatividade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;Quandofinalmente conseguiam o galho ideal, traziam para ser preparado. Este era cuidadosamenteenvolto em algodão, a neve, e pendurado de cabeça pra baixo no teto por um fio,era ali que começaria a se tornar uma árvore de verdade. Não havia luzinhaspiscando, não que se lembre. Ela estava sempre querendo participar da arrumação, mas eraincumbida de cuidar dos pirralhos, o que não a impedia de bisbilhotar. Depoiscomeçava a fase dos comes e bebes. Era tudo feito por todos, sempre. Cada umtinha sua especialidade. Ela gostava muito de uma espécie de sanduíche feito emformato de rocambole, enrolado em papel celofane colorido, à medida que iacomendo, ia desenrolando. No dia da véspera, acordava sempre bem cedo,ansiosa, a casa cheia, os adultos cozinhando, preparando a mesa, dando osúltimos retoques, conversando e gargalhando. As crianças tinham poucaspreocupações, sua tarefa era brincar e esperar a chegada da noite, ondeganhariam presentes, comeriam guloseimas e brincariam mais. Sabiam quenão seriam grandes presentes ou muitos e que os mais novos ganhariam mais,porém, não se importavam. Quando a noite chegava, a mesa posta, ocantinho dos presentes cheio (dos verdadeiros e dos falsos), a árvore lá no alto,linda e imponente, a família toda reunida em volta, rindo muito, contandopiadas, comendo, bebendo, tirando fotos, trocando presentes... Era natal! Eracomo se fosse o melhor natal do mundo! Parece pieguice, mas ela eracriança e aqueles foram os melhores natais que tivera.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 14.2pt;"&gt;Eles não tinham luzinhas piscando, não tinham peru, não tinham presentes caros, ouuma pomposa guirlanda pendurada na porta, ou árvores compradas em loja, bolascoloridas reluzentes, ou uma grande estrela brilhante no alto da árvore. Nadadisso fazia falta a nenhum deles. Mas e daí? Qual o real significado de tudo isso? Todos esses preparativos para apenas uma determinada noite do ano? O que significa essanoite? Para os religiosos, essa data é a celebração do nascimento de Cristo,para muitos é só um motivo pra festejar, para eles talvez fosse mais um ritual,para ela era o natal, daqueles que nós vemos nos filmes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21844999-1689258134816075467?l=apalavraescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/feeds/1689258134816075467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2011/12/intermitente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/1689258134816075467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/1689258134816075467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2011/12/intermitente.html' title='Intermitente'/><author><name>Vanessa Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16197551947343747460</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3X6xRF2hux8/TFHGyCdCAwI/AAAAAAAAAAM/67ysfVRHQ9Y/S220/Eu36.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-3KR_b8ZT1ag/TvD63Pc2ZXI/AAAAAAAAAK8/xy10vP0inWc/s72-c/arvore.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21844999.post-111415484562292633</id><published>2011-09-08T14:11:00.000-03:00</published><updated>2011-09-08T14:12:38.988-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ensina'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='merengue'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='aprendi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='a vida'/><title type='text'>Merengue</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-6CMaQqat80g/Tmj2esTS3fI/AAAAAAAAAJQ/-XtX696yflk/s1600/merengue.jpeg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-6CMaQqat80g/Tmj2esTS3fI/AAAAAAAAAJQ/-XtX696yflk/s320/merengue.jpeg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A vida nos endurece, nos torna rígidos em sentimentos,preceitos, decisões e atitudes, nos faz pessimistas. A vida nos amolece, nostorna sensíveis, carentes, condescendentes e otimistas. A vida pode nos tornarmuitas coisas, boas ou ruins, grandiosas ou medíocres, pessoas fortes oufracas, ignorantes ou sábias. Tudo depende do que aprendemos com nossasvitórias e derrotas ou do que deixamos de aprender.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Aprendi a seguir em frente sempre. E que as pessoas vãocaminhar com você enquanto puderem, mas se isso as atrasar, elas o deixarão paratrás e terão uma boa desculpa pra isso. Aprendi a desconfiar do caráter dealguém que não goste de animais ou crianças, certamente, há algo de errado.Aprendi a não ir ao supermercado com fome, gasto o dobro. A não guardar mágoasou alimentar ódio, pois é burrice, perda de tempo e ninguém liga. Aprendi quepassar uma tarde inteira fazendo merengue com meu avô pra depois comer até enjoarpode ser maravilhoso, engorda, mas e daí? Que você não deve deixar ninguém temagoar, não importa o motivo. Que comprar pela internet é prático, mas pode serbem irritante quando dá problema. Que não é errado gostar, confiar, demonstrar,ser magoada e perdoar, o errado é magoar, trair, abandonar e mais ainda, não seimportar. Que datas comemorativas foram criadas pelo comércio para dar lucro.Aprendi que fazer a coisa certa é gratificante, mas fazer coisas erradas podeser bem interessante e não ser descoberto pode ser melhor ainda. Que serimpulsiva pode me trazer muitos dissabores, mas que os sabores que experimento setornam muito mais, como posso dizer, saborosos. &amp;nbsp;Que a maioria das nossas reclamações de hojeserão as saudades de amanhã. Que uma pia entupida pode causar mais transtornosdo que se imagina. Que um texto nunca está terminado o suficiente pra quem oescreveu, como esse, por exemplo. Que temos que encontrar nosso lugar no mundoe que não podemos querer ser mais e nem menos do que podemos ser. Que caviar éruim. Que passar necessidade é péssimo, mas ‘passar’ saudade é bem pior. Queanimais de estimação e amigos são uma verdadeira terapia. Que dinheiro não trazfelicidade... Pra quem já não era feliz. Que posso passar horas ouvindo minhasmúsicas preferidas sem motivo algum. Que dançar também é uma terapia, dançarcompulsivamente. Rir também, rir muito. E que chorar é preciso quando se estátriste, é extremamente necessário chorar, copiosamente, feito criança, é a melhormaneira de desabafar e sarar seja o que for.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Aprendi com minha família, meus amigos, meus namorados,chefes, colegas, subordinados, vizinhos, professores, conhecidos, desconhecidos.Com livros, revistas, filosofia barata, jornais, gibis, Internet, cinema,programas de televisão, bulas de remédio, manuais de instruções, publicidade. Coma vida. Comigo. Com a morte. A vida nos amolece, nos endurece, na verdade nos tornaflexíveis. Algumas dessas coisas eu aprendi cedo demais, outras tarde demais,outras não aprendi direito e preciso carregar uma ‘cola’ pra não esquecer. Avida não nos maltrata, ela nos ensina.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Só queria aprender logo... =D&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21844999-111415484562292633?l=apalavraescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/feeds/111415484562292633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2011/09/merengue.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/111415484562292633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/111415484562292633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2011/09/merengue.html' title='Merengue'/><author><name>Vanessa Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16197551947343747460</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3X6xRF2hux8/TFHGyCdCAwI/AAAAAAAAAAM/67ysfVRHQ9Y/S220/Eu36.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-6CMaQqat80g/Tmj2esTS3fI/AAAAAAAAAJQ/-XtX696yflk/s72-c/merengue.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21844999.post-8281176618153468619</id><published>2011-07-19T21:28:00.001-03:00</published><updated>2011-07-24T16:17:22.194-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='socializam'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='facebook'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='perfil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='twitter'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='redes sociais'/><title type='text'>Rede-socialização real...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-7uIjt3FOD7s/TiYgaN9IM0I/AAAAAAAAAG0/bn7MbuL2MIQ/s1600/redes-sociais.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="266" width="300" src="http://1.bp.blogspot.com/-7uIjt3FOD7s/TiYgaN9IM0I/AAAAAAAAAG0/bn7MbuL2MIQ/s400/redes-sociais.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Redes sociais! Ah, meus amigos, as redes sociais vieram com tudo. Todos, hoje em dia, fazem parte de algum tipo de rede social, ou quase todos. Elas chegaram pra viciar, preencher lacunas, distrair, aproximar, afastar, servem como um verdadeiro mostruário das vidas alheias, das alegrias, tristezas, vitórias, derrotas, agem como entretenimento para uns, necessidade para outros, mas têm sempre um motivo de ser. Não vou falar sobre o que eu penso delas, mas do que venho observando dos usuários enquanto passeio por algumas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há os que estão sempre alegres e saltitantes, esbanjando felicidade. Existe uma alegria exacerbada nessas redes sociais, onde se fala muito sobre ser e estar feliz, como foi maravilhoso aquele final de semana, como está sendo fantástica a experiência de mudar de vida, como é espetacular estar apaixonado. Ok, coisas boas acontecem a todos nós, mas ninguém é feliz o tempo todo. Em contrapartida, vejo os tristes e esquecidos pelo mundo, os pobres coitados que sofrem por amor mais que Julieta por Romeu, que trabalham mais que escravos na senzala e ganham menos que irmãos de caridade. Eles estão sempre repetindo, com frases de efeito, o quanto são castigados pela vida, como são sofredores e estão arrasados, “ninguém me ama, ninguém me quer”... Ora, também ninguém é triste o tempo inteiro. Têm os usuários esporádicos, aqueles que são muito ocupados ou apenas desprendidos desse tipo de coisa. Uns entram apenas pra cumprimentar a rede social: “Bom dia, Face”, “Olá, Twitter” e avisam que estão apenas de passagem. Outros dão as caras pra contar onde estão ou o que estão fazendo, (se estiverem fazendo algo de bom, é claro).  Podemos falar daqueles que gostam de relatar tudo o que fazem o tempo todo, a cada flash, um post, “Acabei de acordar”, “Estou saindo da cama”, “Entrei no banheiro...”. E não estou exagerando. E os fofoqueiros? Esses estão ali única e exclusivamente pra ficar sabendo da vida dos outros, não postam nada, não falam com ninguém, vez ou outra tecem um comentário em uma foto que você publicou ano passado, (e eles encontram a foto porque ficam futucando seu perfil).  Pois é, será que tudo isso é meramente virtual?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Têm também os baladeiros, sempre postando fotos de festas; os apaixonados, com mil declarações de amor; os desocupados, que postam o tempo todo (tudo que encontram na Internet) e comentam tudo de todo mundo; os trabalhadores, que postam apenas assuntos referentes ao ofício; os egoístas, que postam sempre, mas nunca comentam ou respondem o post alheio; os curiosos, que entram só pra ver como é e depois abandonam o perfil; os catequizadores; os pais, tios e padrinhos babões; os estressados, que usam o espaço pra desabafar ou esbravejar. Alguns usam pra conhecer pessoas, paquerar, outros até pra vigiar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há todo tipo de perfil nas redes sociais, todos se encontram, se completam, interagem, reencontram, discutem sobre assuntos importantes, sobre problemas, sobre besteiras, riem, contam segredos, lançam indiretas, divagam, filosofam e, o mais importante, socializam. Calma, não estou criticando as redes sociais ou seus freqüentadores, até porque sou uma e já pratiquei grande parte do que foi citado acima. Mas é que é assim mesmo, são os novos tempos, as novas maneiras de interagir, abracemos as novas tecnologias e utilizemo-nas! Só tomemos cuidado pra não tornarmos essa, a única forma de socialização. E aí, preparados pra + uma?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21844999-8281176618153468619?l=apalavraescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/feeds/8281176618153468619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2011/07/rede-socializacao-real.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/8281176618153468619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/8281176618153468619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2011/07/rede-socializacao-real.html' title='Rede-socialização real...'/><author><name>Vanessa Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16197551947343747460</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3X6xRF2hux8/TFHGyCdCAwI/AAAAAAAAAAM/67ysfVRHQ9Y/S220/Eu36.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-7uIjt3FOD7s/TiYgaN9IM0I/AAAAAAAAAG0/bn7MbuL2MIQ/s72-c/redes-sociais.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21844999.post-5742992239915573814</id><published>2011-07-06T19:12:00.009-03:00</published><updated>2011-07-15T18:17:54.779-03:00</updated><title type='text'>Deixar ir...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-ikgzLAMloaU/ThTiE8PJlfI/AAAAAAAAAEc/HkJ8FLQOpAg/s1600/caminho.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 248px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-ikgzLAMloaU/ThTiE8PJlfI/AAAAAAAAAEc/HkJ8FLQOpAg/s320/caminho.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626370409009616370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sinto o tempo todo essa angústia, esse vazio que não se preenche nunca, algo que não quer passar... Não sei o que é ou de onde vem, mas sei que me impede, me atrapalha e me prende ao mesmo lugar. Preciso continuar andando, meu caminho é imenso, tenho um longo percurso, aborreço-me estando aqui, mas não vou. Quero desesperadamente ir, tento me levantar, sair, ensaio uma corrida, pego impulso, me preparo pra partir em disparada, mas permaneço sentada... Como se não houvesse um caminho ou como se estivesse esperando alguma coisa, algo que me levasse ou me deixasse ir, que me desprendesse daquela cadeira, daquela posição de inércia, que me soltasse, me arremessasse assento afora ou, quem sabe, me desse rodas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21844999-5742992239915573814?l=apalavraescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/feeds/5742992239915573814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2011/07/ir.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/5742992239915573814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/5742992239915573814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2011/07/ir.html' title='Deixar ir...'/><author><name>Vanessa Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16197551947343747460</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3X6xRF2hux8/TFHGyCdCAwI/AAAAAAAAAAM/67ysfVRHQ9Y/S220/Eu36.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ikgzLAMloaU/ThTiE8PJlfI/AAAAAAAAAEc/HkJ8FLQOpAg/s72-c/caminho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21844999.post-5755919001162144279</id><published>2011-04-09T10:51:00.006-03:00</published><updated>2011-07-24T18:11:46.531-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='engarrafamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ônibus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='baleiro'/><title type='text'>Engarrafamento</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-KwJ3qtW35i0/Tixwd2_RVKI/AAAAAAAAAHY/zT0nOgapCfM/s1600/transito.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="330" src="http://1.bp.blogspot.com/-KwJ3qtW35i0/Tixwd2_RVKI/AAAAAAAAAHY/zT0nOgapCfM/s400/transito.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Nunca havia discorrido sobre engarrafamentos. Não sei por que, é algo tão presente o tempo todo, talvez por isso mesmo. Mas como é inconveniente, merece ser “mal” dito.  Primeiro, entendamos o motivo de eles ocorrerem. Um engarrafamento pode desencadear por vários fatores, poderia ser um acidente, uma sinaleira com defeito, uma passeata, uma festa de largo, um grande evento nas proximidades, uma briga no trânsito, ruas estreitas, chuva etc. Mas, sempre que houvesse uma explicação, ele seria aceitável, concordam? Atrapalha, incomoda, atrasa, irrita, mas há como aceitar por que houve um estopim, houve uma causa, um porquê. Agora, e quando não há motivo? Quando você fica parado por três, quatro, cinco horas em uma droga de um engarrafamento, perde o seu compromisso e nem fica sabendo por que perdeu? Aí é de matar. Mas acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos ao ponto de ônibus, espera-se cerca de 30 a 40 minutos o buzú chegar, com as pernas e pés encharcados da chuva (sim, está chovendo), pois o ponto mais próximo não tem cobertura e os guarda-chuvas não “guardam” direito. Ele chega, você entra e o trânsito flui normalmente até que aparece, do nada, uma fileira imensa de carros, ônibus, motos entrecortando a fila e afins. Um belo e comprido engarrafamento pra embelezar mais ainda esse dia. O que fazer nesses momentos? Rezar pra acabar logo? Huuummm... Não. Xingar o motorista? Dar uma cotovelada no passageiro do lado ou um peteleco no da frente? Ofender a mãe do cobrador? Seriam passatempos relaxadores, mas socialmente incorretos e não se pode deixar que pequenas coisas nos tirem do sério. Você pensa no que o terá causado e começa a procurar pistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí começa a temporada de “vendas” dentro do buzão. Entra o cara do Manassés, o baleiro, o vendedor de “cheirinho”, o de canetas, o de picolés, aquele que só pede, aquele que canta pra ganhar algum e ainda vende o CD, o palhaço que ajuda uma casa de caridade, o menino do incenso, o do bombom, das canetas com calendário, do chaveiro, do massageador de cabeça etc. E compre, viu? Dá pra fazer cara de “mau-humor” também que eles não te abordam. E o engarrafamento lá, imponente, todo seguro de si, mas você vai descobrir o motivo. Então você começa a prestar atenção nas conversas alheias, não tem nada pra fazer mesmo, são reveladoras, engraçadas, escabrosas, vixe! Melhor pensar na vida, nas contas, nos quilinhos a mais, nos chifres, naquele vizinho que acabou de se mudar, no que terá para o almoço, pensar em como seu corpo está doendo de ficar em pé se segurando com um braço só e sendo espremido pela superpopulação do coletivo ou em como você tem que se esquivar de todos os homens que passam atrás, pra não receber uma “encarcada”. O engarrafamento, por sua vez, não dá trégua, ele te castiga, te mostra quem realmente manda e você atento, vai descobrir sua origem. Hora de concentrar-se na rua, no movimento, na bela paisagem, nos motoristas buzinando e ofendendo uns aos outros porque estão atrasados, nos pedestres que atravessam correndo na frente dos carros, no pivete “bafando” a bolsa da senhora e saindo correndo. Outra opção é jogar, ouvir música ou falar com alguém ao celular e torcer pra que ninguém te roube, poderia até dar uma cochilada se estivesse sentado pra não precisar sentir o cheirinho de 60 pessoas enclausuradas em um ônibus todo fechado por causa da chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas essas coisas podem ser feitas pra esperar o engarrafamento esnobe, insuportável e irritante acabar e, finalmente, desvendar seu mistério, suas raízes. Mas ele continua no comando, ele veio, te infernizou o dia e foi embora quando bem quis, sem você perceber. As pessoas vão chegando aos seus destinos, você chega ao trabalho estressado e com aquela dúvida que não lhe sai da cabeça, por que carga d’água esse engarrafamento começou? Ô inferno!!! E se promete: Ahhh, mas amanhã eu descubro!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21844999-5755919001162144279?l=apalavraescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/feeds/5755919001162144279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2011/04/engarrafamentos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/5755919001162144279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/5755919001162144279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2011/04/engarrafamentos.html' title='Engarrafamento'/><author><name>Vanessa Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16197551947343747460</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3X6xRF2hux8/TFHGyCdCAwI/AAAAAAAAAAM/67ysfVRHQ9Y/S220/Eu36.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-KwJ3qtW35i0/Tixwd2_RVKI/AAAAAAAAAHY/zT0nOgapCfM/s72-c/transito.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21844999.post-4143536183267772369</id><published>2010-12-06T21:52:00.004-03:00</published><updated>2011-07-24T16:27:34.085-03:00</updated><title type='text'>Pedras...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-EesSDVOpZg4/Tixx_R6pN8I/AAAAAAAAAHc/f1Od1FRj8os/s1600/pedra.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="164" src="http://3.bp.blogspot.com/-EesSDVOpZg4/Tixx_R6pN8I/AAAAAAAAAHc/f1Od1FRj8os/s200/pedra.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;“O erro foi só esse. Pensar que me acompanhavas, quando eu seguia sozinha.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa frase não é, originalmente, minha. Nem a pretendo. Só não sei por que não me sai da cabeça. Penso que deve estar impregnada de algo que deveria ter sido dito, feito, posto pra fora, jogado na cara aos berros, vomitado, excretado ou arremessado bem no meio da testa... Mas não foi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez não se tivesse o conhecimento ou discernimento necessário ou nem se soubesse disso, da frase, do algo impregnado, do erro ou talvez não tenha sido um erro. Ou será que acreditar no óbvio é um erro? Terá sido? Melhor pensar que o caminho foi solitário a perceber que a companhia não fez o bem que deveria, não seguiu ao lado. Ao invés disso foi na frente o tempo todo, colocando pedregulhos dentro dos sapatos para que machucasse os pés ou pedras no caminho, para que tropeçasse, se refestelando enquanto assistia a tudo com um imenso prazer. As pedras, elas eram sempre movidas para longe sem especulações de onde teriam vindo, eram apenas pedras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas atrasaram, machucaram, fizeram calos, arrancaram as unhas, derrubaram e desviaram o percurso por diversas vezes, mas algo insistia em dizer o contrário, que elas estavam sendo, na verdade, tiradas pra não atrapalhar. Não havia como imaginar tudo isso, essa carga toda pendurada nos ombros, todo esse rancor, essa mágoa, tudo que fez tão mal a todos. Oras! Isso poderia ter sido resolvido, perdoado, apaziguado ou ignorado, teria sido tão simples. Não precisava tanto, já que atrapalhava, bastava que tivesse sido tirado do caminho e nunca mais trazido de volta. Acho até que foi feito, só demorou muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora já não importa. Nada mais pode ser colocado ou tirado. Todas essas pedras, pepitas, rochas, pedregulhos, sejam elas granizo, de afiar, pomes, filosofal, preciosa ou qualquer outra, todas elas feriram muito, mas também curaram, serviram de degrau, de ponte, de defesa e até de enfeite. As pedras ajudaram a chegar a vários destinos, a atingir diversos objetivos e a concretizar toda essa realidade, seja ela boa ou ruim. Não foram erros, nem acertos, nem boas ou más companhias, nem a falta delas, foram as pedras, malditas ou benditas sejam as pedras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21844999-4143536183267772369?l=apalavraescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/feeds/4143536183267772369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2010/12/pedras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/4143536183267772369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/4143536183267772369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2010/12/pedras.html' title='Pedras...'/><author><name>Vanessa Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16197551947343747460</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3X6xRF2hux8/TFHGyCdCAwI/AAAAAAAAAAM/67ysfVRHQ9Y/S220/Eu36.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-EesSDVOpZg4/Tixx_R6pN8I/AAAAAAAAAHc/f1Od1FRj8os/s72-c/pedra.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21844999.post-241786502477955572</id><published>2010-09-07T13:14:00.002-03:00</published><updated>2011-07-24T16:49:50.422-03:00</updated><title type='text'>Etc e tal...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-vC7128p51S0/Tix2Lk7XOAI/AAAAAAAAAHg/y5ykp_nEbXQ/s1600/largada-de-atletismo.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="260" src="http://4.bp.blogspot.com/-vC7128p51S0/Tix2Lk7XOAI/AAAAAAAAAHg/y5ykp_nEbXQ/s320/largada-de-atletismo.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Há muito que falar sobre ela. Sobre a vida. Sobre como devemos aproveitá-la, o que devemos fazer, como viver,  blá blá blá etc e tal. Todos estão sempre argumentando sobre isso, parece um mantra. Sabe aqueles arquivos de Power Point que recebemos todos os dias? Sim, porque eu recebo todos os dias, sempre dizendo as mesmas coisas e como é importante isso ou aquilo, enfim, pieguices de auto-ajuda que, às vezes (só às vezes), se fazem necessárias. No entanto, há uma coisa que consegue definir tudo isso, tudo que deveríamos e não deveríamos fazer. E não me refiro à moral e bons costumes.&lt;br /&gt;Não deveríamos fugir, não deveríamos esconder, reprimir, omitir, silenciar, prorrogar ou guardar o que não serve ou não temos mais espaço, ou seja, não deveríamos esperar. Esperar por alguma coisa, por nada, por ninguém. Por que temos mania de deixar as coisas pra depois? O que nos faz pensar que teremos tempo? Por que insistimos em sermos otimistas? O otimismo é bom até certo ponto, até quando não nos paralisa, se passar disso, vira comodismo. Esse tipo de pensamento age como um mecanismo de defesa, onde tudo aquilo que nos faz sofrer é eufemismado. E funciona, é como se tomássemos um calmante ou fôssemos acarinhados quando pensamos positivamente, faz parecer que tudo que está acontecendo é um terrível pesadelo e que logo acordaremos. Ser otimista em demasia nos leva a crer que tudo vai dar certo e que nada pode sair diferente daquilo que projetamos como real e concreto, que “Happy End” não acontece apenas nos filmes e novelas e que Papai Noel e Coelhinho da Páscoa existem.&lt;br /&gt;Ora, acordemos! Não existem! Devemos nos preparar para o que está por vir, ainda que seja o pior. É cômodo empurrar com a barriga, é reconfortante achar que sempre poderemos esticar o prazo, chegar atrasados, ligar amanhã, começar na segunda, dormir mais um pouco ou acreditar que ainda não chegou a hora. Tudo pra não fazermos o que devemos fazer, pra não assumirmos mais um compromisso, pra descansarmos mais um pouco e não enfrentarmos aquilo que nos parece poder esperar. Não pode. Não quero, com isso, estimular o pessimismo e levantar a bandeira “Abaixo o otimismo!”. Não é isso. Ainda creio que o pensamento positivo é importante e que atrai. Mas as coisas não podem esperar, nós não podemos e o tempo não pode e não vai nos esperar. Façamos, já.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21844999-241786502477955572?l=apalavraescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/feeds/241786502477955572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2010/09/etc-e-tal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/241786502477955572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/241786502477955572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2010/09/etc-e-tal.html' title='Etc e tal...'/><author><name>Vanessa Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16197551947343747460</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3X6xRF2hux8/TFHGyCdCAwI/AAAAAAAAAAM/67ysfVRHQ9Y/S220/Eu36.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-vC7128p51S0/Tix2Lk7XOAI/AAAAAAAAAHg/y5ykp_nEbXQ/s72-c/largada-de-atletismo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21844999.post-3525351257821033244</id><published>2010-07-29T12:10:00.003-03:00</published><updated>2012-02-16T11:37:23.323-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='extravagância'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ídolo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='foliões'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bebida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='carnaval'/><title type='text'>Ah, o carnaval...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-DRQVpKGkAD8/Tix4aqrN6fI/AAAAAAAAAHk/O1vEvAPX98Q/s1600/bloc01.gif" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://1.bp.blogspot.com/-DRQVpKGkAD8/Tix4aqrN6fI/AAAAAAAAAHk/O1vEvAPX98Q/s200/bloc01.gif" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O carnaval encanta pela sua extravagância, por ter e manter tantas pessoas juntas durante tanto tempo, por reunir, em sete dias, gente do mundo todo em uma só cidade e por tudo ser permitido, ou quase tudo. É, também, uma festa multifacetada, na qual as pessoas seguem verdadeiros rituais, fantasiam-se, ingerem todo tipo de bebida, externam amor e ódio, pulam, dançam, correm, tomam chuva, dormem no chão, abraçam (e beijam e...) desconhecidos e retornam a sua condição primária e atávica. Definamos. São as sensações e atos que praticam sem pensar, que apenas sentem e simplesmente fazem e, nesses dias específicos, elas podem. Necessidades básicas, inerentes aflorando e mostrando-se diante de tanto primitivismo impregnado nesse grande show, nessa mega manifestação de desejos secretos, ou não. Naquele momento todos são iguais, não existe raça, cor ou credo que os distinga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os foliões se despencam até lá de qualquer maneira para adorar seu ídolo, vê-lo de perto e, quem sabe, tocá-lo, beijá-lo, abraçá-lo etc. Por sua vez, os ídolos fazem jus a toda essa adoração manifestando suas vontades e fazendo com que elas se cumpram pelos seus súditos fiéis e afoitos, são as danças e passos ensaiados repetidos pela grande massa que se conglomera em torno dos altares (trios elétricos) e abaixo dos mais privilegiados que assistem dos camarotes, sem falar nos blocos, onde a utopia desse culto ao profano atinge seu ápice e o povo se entrega à loucura.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, mas toda essa descrição do carnaval lembra muito a forma como viviam nossos ancestrais. Desde a adoração de ídolos em altares, passando pelas vontades cumpridas pelos súditos e danças, rituais e devoção sagrada até as formas de caracterização dos povos, onde cada grupo pintava-se e caracterizava-se de forma diferente, utilizando adereços feitos de animais que mais pareciam fantasias do carnaval de hoje. E, ainda, das manifestações instintivas que enfeitavam os tempos remotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos dizer que o carnaval é um retorno às origens. É onde deixamos aflorar nossos instintos primários latentes e reprimidos pela sociedade atual. É como exprimimos tudo que sentimos enquanto mamíferos bípedes famintos. O que desejamos fazer, mas não podemos durante o resto do ano, coibidos pela moral e preceitos da civilização contemporânea. Todo ser humano tem no seu âmago um pouco do que eram os primeiros habitantes da Terra e, inconscientemente, deseja externar toda essa gama de sentimentos e sentidos tão confusos e tão comuns que afloram durante o carnaval. Ele retorna à sua origem e, deliberadamente, sente-se aliviado, desprende-se de tudo que o exacerba e, assim, deixa naqueles sete dias de luxúria aquilo que carregou e internalizou durante toda sua vidinha diária moderna, morna, politicamente correta, pacata e medíocre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21844999-3525351257821033244?l=apalavraescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/feeds/3525351257821033244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2010/07/ah-o-carnaval.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/3525351257821033244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/3525351257821033244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2010/07/ah-o-carnaval.html' title='Ah, o carnaval...'/><author><name>Vanessa Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16197551947343747460</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3X6xRF2hux8/TFHGyCdCAwI/AAAAAAAAAAM/67ysfVRHQ9Y/S220/Eu36.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-DRQVpKGkAD8/Tix4aqrN6fI/AAAAAAAAAHk/O1vEvAPX98Q/s72-c/bloc01.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21844999.post-4214136889435926445</id><published>2010-07-27T22:03:00.007-03:00</published><updated>2011-07-31T18:41:32.137-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='obreiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Igreja Católica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Edir Macedo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='igreja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='universal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultos'/><title type='text'>Eis que surge...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-NSs78VdmG74/Tix5z-ftFSI/AAAAAAAAAHo/glZbxYtryxA/s1600/f%25C3%25A9+cega.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-NSs78VdmG74/Tix5z-ftFSI/AAAAAAAAAHo/glZbxYtryxA/s320/f%25C3%25A9+cega.jpg" width="267" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;9 de julho de 1977, um jovem sobe num coreto, em pleno jardim do Meyer, Rio de Janeiro e começa a falar sobre Deus, fé e fé em Deus. As pessoas se aproximam e querem ouvir o que está sendo dito por aquele rapaz tão determinado. Aquelas reuniões começam a atrair a atenção do povo, mas o jovem precisava ser ouvido por mais gente, o alcance de sua voz teria de ser maior. Então, dez de seus melhores espectadores decidem ajudar e começam colando cartazes nas proximidades, falando de seu propósito e fazendo propaganda boca-a-boca dos cultos. O coreto, então, começou a ficar pequeno para tanta gente e o nosso jovem decide que precisa de um espaço maior, que pudesse abrigar as pessoas de bem que lhe seguiam. Resolve então alugar um galpão, contra tudo e contra todos que diziam ser loucura, que não teria condições financeiras para arcar com os custos etc. O galpão enche de fiéis no primeiro dia e no segundo e cada vez mais. Surge a Igreja Universal do Reino de Deus, com o jovem Edir Macedo e seus primeiros “obreiros”, iniciando a propagação daquilo que se tornaria a maior religião neopentecostal da atualidade e a igreja que mais cresce e atrai adeptos no Brasil e no mundo. Hoje, é a principal concorrente da Igreja Católica no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li um tweet que dizia que a Religião é vista pelas pessoas comuns como verdadeira, pelos sábios como falsa e pelos governantes como útil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que tem sido bastante útil para mais gente...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21844999-4214136889435926445?l=apalavraescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/feeds/4214136889435926445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2010/07/eis-que-surge.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/4214136889435926445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/4214136889435926445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2010/07/eis-que-surge.html' title='Eis que surge...'/><author><name>Vanessa Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16197551947343747460</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3X6xRF2hux8/TFHGyCdCAwI/AAAAAAAAAAM/67ysfVRHQ9Y/S220/Eu36.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-NSs78VdmG74/Tix5z-ftFSI/AAAAAAAAAHo/glZbxYtryxA/s72-c/f%25C3%25A9+cega.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21844999.post-4763562411219106971</id><published>2010-07-18T21:27:00.004-03:00</published><updated>2011-07-06T19:50:58.695-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='permanente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estigma'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='culpa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coragem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fracasso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desistir'/><title type='text'>Desistir, questão de semântica</title><content type='html'>Penso que desistir seja sinal de coragem. É algo permanente. Permanente porque definirá um caminho a seguir. Quando se desiste de algo, perde-se tudo que poderia ter sido e nunca será. Desistir pode significar perder a sua grande oportunidade, uma promoção, a epifania, a solução do problema, um grande amor, a condução, o jogo, o vestibular, o troco ou qualquer coisa que você precise ser covarde o suficiente pra não desistir. Tomemos como exemplo as guerras. Quantas batalhas foram vencidas ou perdidas porque o exército recuou, ou seja, desistiu? Claro que o recuo foi uma estratégia militar seja para seu fortalecimento, ou porque estavam em desvantagem numérica ou bélica, ou ainda pra ter um elemento surpresa depois e o contra ataque definir a vitória, mas não deixou de ser uma desistência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Desistir” é uma palavra que carrega um estigma. O de algo que não pode ser feito por pessoas corajosas, perseverantes ou inteligentes. É sinônimo de fracasso. A culpa é da própria sociedade, dos nossos pais, da mídia que nos ensinam desde crianças que não podemos voltar atrás numa decisão, chamam-nos “personalidade fraca”, ou não devemos trancar uma faculdade por que não nos identificamos com o curso, daí somos “os que não sabem o que querem da vida”. Somos rotulados de fracassados, covardes, medrosos, indecisos, inseguros ou acomodados. Confesso que não gosto de desistir. Vejo-me como uma incompetente que não conseguiu aquilo que buscava. Mas fazendo um exercício de maiêutica sobre “desistir” cheguei à conclusão de que pode ser algo bom. Quantos casamentos fracassados perduram apenas porque as pessoas têm medo de desistir deles? Quantos empregos medíocres são mantidos por profissionais que têm medo de algo novo? E as pessoas que passam a vida toda presas a conceitos e preconceitos somente porque não podem desistir do que lhes ensinaram como verdade? E as religiões? Quantos que cresceram dentro de uma determinada doutrina junto com seus pais, não a deixam por medo dos buchichos? E aquele amor platônico, onde a pessoa passa anos tentando conquistar alguém que sequer sabe que ela existe? Desistir pode ser a melhor opção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma questão de semântica. Se ao invés de “desistir” usássemos “mudar de idéia”, ou “retirada estratégica”, ou “respirar novos ares”, ou “seguir em frente”, ou ainda “parar de dar murro em ponta de faca”? (Essa é boa, né?). Quebraria o estigma e todos poderiam desistir sem serem massacrados. A partir de hoje, não desisto de mais nada, vou extinguir essa palavra do meu dicionário. Vou avaliar a situação e ir até onde der, até onde o braço alcançar, até perceber que a faca pode machucar minha mão. Não somos super-heróis e não podemos ter tudo que queremos, às vezes, precisamos ter coragem pra admitir que chegamos ao nosso limite, que foi o suficiente e inteligentes pra perceber que já tentamos o bastante e que se continuarmos talvez não consigamos retornar. Pode ser até que eu esteja interpretando mal a palavra, mas em alguns momentos, meu caro, é melhor “mudar o rumo”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21844999-4763562411219106971?l=apalavraescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/feeds/4763562411219106971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2010/07/desistir-questao-de-semantica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/4763562411219106971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/4763562411219106971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2010/07/desistir-questao-de-semantica.html' title='Desistir, questão de semântica'/><author><name>Vanessa Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16197551947343747460</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3X6xRF2hux8/TFHGyCdCAwI/AAAAAAAAAAM/67ysfVRHQ9Y/S220/Eu36.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21844999.post-8031589132466169340</id><published>2007-12-08T17:26:00.002-03:00</published><updated>2011-07-24T17:33:37.133-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bahia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Feira e São Joaquim'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='São Joaquim'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='afrodescendente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lambreta'/><title type='text'>São Joaquim da Bahia</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color: #990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color: #990000; font-family: arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color: white; font-family: arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color: white; font-family: arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color: white; font-family: Arial;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color: white; font-family: arial;"&gt;Sou baiana. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color: white; font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color: white; font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color: white; font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color: white; font-family: arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color: white; font-family: arial;"&gt;Morei na Bahia, praticamente, a minha vida toda. E isso quer dizer alguns anos. Mas tenho um arrependimento, algo que não tinha importância há até pouco tempo atrás, apesar dos burburinhos que me rodeavam. Uma coisa que eu não tinha vivido ou sentido e que não me fazia falta, ou eu pensava que não. Comparo à sensação de comer lambreta! À primeira vista, causa má impressão e resistimos bravamente a ela, e enquanto não criamos coragem, não fede nem cheira. Só depois que comemos, descobrimos seu aroma!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white; font-family: arial;"&gt;Foi assim comigo e a Feira de São Joaquim. No decorrer dos meus alguns muitos anos de vida, eu nunca havia visitado essa feira tão famosa. Confesso que me surpreendi com o que vi e presenciei. Surpresa boa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white; font-family: arial;"&gt;Cheguei à feira meio ressabiada com o que encontraria e logo fui abordada por um senhor afrodescendente (politicamente correta), de mais ou menos 45 anos, que parecia estar acostumado com visitantes como eu, que ficavam com cara de “E agora?” quando adentravam pelas barracas e se deparavam com tanta variedade de objetos e tanta gente diferente. Eu fiquei. Não sabia para onde ir ou o que fazer, e nem o que responder ao afro descendente, que ansiava por vendas. Resolvi caminhar pelos corredores estreitos e escuros, onde a única luz que entrava era a do dia. Eram vários e todos pareciam dar no mesmo lugar. Peguei uma linha reta e só parei no final da feira, na parte de trás, estava vazio. Precisava pensar meus próximos passos. Passei por galinhas de quintal, tigelas de barro, calcinhas e cuecas de todos os tamanhos e cores, pássaros, sapatos, gente carregando bezerro e estátuas que mostravam os mínimos detalhes do corpo humano, até os mais íntimos - se é que vocês me entendem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white; font-family: arial;"&gt;De repente, avistei o sol. Nos fundos da feira, há um espaço aberto e deserto, onde não passam muitas pessoas. Foi onde encontrei Dona Nira, mãe de família, dona de casa, comerciante de temperos e, segundo ela, uma mulher realizada. Enquanto enchia saquinhos plásticos com folhas de loro, conversou comigo. Falou da sua vida, da sua família, seu trabalho, da feira e de como gostava de trabalhar lá, disse que aquilo lá já tinha mudado muito desde que ela chegou e que já tinha visto gente de tudo quanto é parte do mundo, mas gostava mesmo era de sua gente. Eu era como ela e fazia parte da sua gente, pensei, então percebi que estava em casa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white; font-family: arial;"&gt;A primeira vez que comi aquele molusco visivelmente gosmento, levei à boca contra minha vontade e não esperava gostar, já tinha até um discurso pronto pra declarar a quem me obrigava a tal tortura. Mas gostei da danada da lambreta. Tem tudo a ver comigo e com os baianos, assim como a Feira de São Joaquim. Parece que não vai prestar, mas presta. Tem tudo que se precisa e precisa de tudo que tem. Dia desses volto lá e, no caminho, paro pra uma lambretinha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21844999-8031589132466169340?l=apalavraescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/feeds/8031589132466169340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2007/12/so-joaquim-da-bahia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/8031589132466169340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/8031589132466169340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2007/12/so-joaquim-da-bahia.html' title='São Joaquim da Bahia'/><author><name>Vanessa Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16197551947343747460</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3X6xRF2hux8/TFHGyCdCAwI/AAAAAAAAAAM/67ysfVRHQ9Y/S220/Eu36.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21844999.post-117328576725539816</id><published>2007-03-07T13:35:00.000-03:00</published><updated>2007-03-28T16:16:29.400-03:00</updated><title type='text'>MALAS PRONTAS!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Comunico aos meus "amigos do peito" e aos meus "entes queridos", que estou de malas prontas! &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Malas prontas? &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;É. Isso mesmo! Estou de partida mais uma vez e de vez, dessa vez.&lt;br /&gt;Já perdi as contas de quantas vezes repeti essa cena, mas confesso que faz tempo desde a última, e que o gênero deixou de ser tragédia. Gostaria muito de poder dizer que está tudo certo e que as coisas estão acontecendo, exatamente, do jeito que imaginei a vida inteira (e como imaginei!), não estão. Talvez eu preferisse me fazer de vítima e dizer que não tive escolha, que a vida quis assim, que já estou acostumada! Oh! Como sofro! Também não. Chega de tragédias! Prefiro crer que chegou a hora e que estou pronta pra tudo isso. Que o momento está sendo o mais oportuno possível e que o mundo continua girando. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Na verdade, o meu mundo está girando, e não em volta do meu umbigo como todos insinuam, mas em volta da minha cabeça, e tão rápido que não consigo enxergá-lo. E se não o enxergo, não o compreendo. Na verdade, nem sei se quero ou se é preciso compreendê-lo, quem sabe eu possa ignorá-lo e deixar que ele mesmo resolva desacelerar. Ou talvez a culpa seja minha mesmo e eu que não esteja mais conseguindo acompanhá-lo. Será? Dane-se! O mundo não vai mudar o seu ritmo por minha causa, muito menos o meu mundinho. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Minhas malas já estão prontas sim e eu também, se não estiver agora, quando estarei? O que é preciso para estar pronta para esse tipo de coisa? O que eu preciso ter ou fazer para ser o que estou me tornando agora? Acho que já tenho e fiz tudo o que era necessário, do contrário não estaria acontecendo. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Então, pé na estrada!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Comunico, também, que vocês continuarão e sem opção de escolha, sendo meus "amigos do peito" e "entes queridos" e que estou bem, do meu jeito, mas muito bem.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21844999-117328576725539816?l=apalavraescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/feeds/117328576725539816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2007/03/malas-prontas.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/117328576725539816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/117328576725539816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2007/03/malas-prontas.html' title='MALAS PRONTAS!'/><author><name>Vanessa Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16197551947343747460</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3X6xRF2hux8/TFHGyCdCAwI/AAAAAAAAAAM/67ysfVRHQ9Y/S220/Eu36.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21844999.post-115690463248402494</id><published>2006-08-29T23:11:00.001-03:00</published><updated>2011-08-02T20:38:03.446-03:00</updated><title type='text'>Sem mais, no momento...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #cccccc; font-family: arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Tempo virá em que do obscuro gabinete do escritor a pena governará o mundo... Uma palavra que cair do bico da pena daí a uma hora correrá o universo por uma rede imensa... falando por milhões de bocas, reproduzindo-se infinitamente como as folhas de uma grande árvore.”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color: #cccccc; font-family: arial; font-size: 78%;"&gt;(ALENCAR. José de, &lt;em&gt;Diário do Rio de Janeiro&lt;/em&gt;, 27 de maio de 1855).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: #336666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: 'courier new'; font-size: 130%;"&gt;Como andei sem inspiração nos últimos tempos, resolvi atualizar o blog com uma "profecia" de José de Alencar. Que concluiu, exatamente, o que acontece hoje em dia e já há algum tempinho. Como agora, por exemplo. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: 'courier new'; font-size: 130%;"&gt;Principalmente se trocarmos o &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: 'courier new'; font-size: 130%;"&gt;"&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;&lt;em&gt;uma&lt;/em&gt; &lt;em&gt;hora&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;" por "&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;&lt;em&gt;alguns&lt;/em&gt; &lt;em&gt;segundos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: 'courier new'; font-size: 130%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21844999-115690463248402494?l=apalavraescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/feeds/115690463248402494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2006/08/sem-mais-no-momento.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/115690463248402494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/115690463248402494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2006/08/sem-mais-no-momento.html' title='Sem mais, no momento...'/><author><name>Vanessa Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16197551947343747460</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3X6xRF2hux8/TFHGyCdCAwI/AAAAAAAAAAM/67ysfVRHQ9Y/S220/Eu36.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21844999.post-114754415343492999</id><published>2006-05-13T15:07:00.000-03:00</published><updated>2006-11-11T21:46:39.990-03:00</updated><title type='text'>Classe Média</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4880/2213/1600/maos-trocadas.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Esta é uma história exemplar, só não está muito claro qual é o exemplo. De qualquer jeito, mantenha-a longe das crianças. Também não tem nada a ver com a crise brasileira, o apartheid, a situação na América Central ou no Oriente Médio ou a grande aventura do homem sobre a Terra. Situa-se no terreno mais baixo das pequenas aflições da classe média. Enfim. Aconteceu com um amigo meu. Fictício, claro. Após o jantar. Onde fecharam um grande e lucrativo negócio, comemorado com muito uísque. Ele discutia com o sócio, dentre outras coisas, quem pagaria a conta lá no japonês. Resolvem rachar. E a proposta é feita. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Meu Amigo: - Não! Vou nada rapaz!&lt;br /&gt;Amigo Dele: - Por que não?&lt;br /&gt;M.A.: - Porque não.&lt;br /&gt;A.D.: - Deixe de ser teimoso cara!&lt;br /&gt;M.A.: - Não vou. Ta pensando que sou o quê?&lt;br /&gt;A.D.: - Então ta bom. Não quer ir não vá. Não vou insistir.&lt;br /&gt;M.A.: - Beleza!&lt;br /&gt;A.D.: - Te pago uma dose, vai?&lt;br /&gt;M.A.: - Não.&lt;br /&gt;A.D.: - Uma garrafa!?&lt;br /&gt;M.A.: - Não vou. Desista!&lt;br /&gt;A.D.: - Por que não?&lt;br /&gt;M.A.: - Já disse o porquê.&lt;br /&gt;A.D.: - Não disse não. Só disse que não ia e pronto.&lt;br /&gt;M.A.: - E não vou mesmo. Como é que você tem coragem de me fazer uma proposta dessas?&lt;br /&gt;A.D.: - É um pedido desesperado! De um amigo!&lt;br /&gt;M.A.: - Ta começando a apelar!&lt;br /&gt;A.D.: - Nunca te pedi nada antes! Vai cara!&lt;br /&gt;M.A.: - Pára com isso rapaz! Deu pra fazer chantagem emocional agora foi?&lt;br /&gt;A.D.: - Por favor!&lt;br /&gt;M.A.: - Que diferença faz se eu for?&lt;br /&gt;A.D.: - Ahhh! Então você vai?&lt;br /&gt;M.A.: - Não. Só quero saber por que você quer tanto que eu vá?&lt;br /&gt;A.D.: - Eu já disse... É meio estranho, quer dizer... É minha primeira vez!&lt;br /&gt;M.A.: - Hahaha! Fala sério? Deixe de besteira rapaz! Não vai morrer por isso.&lt;br /&gt;A.D.: - O que foi? Vai me sacanear agora é? Se não quer ir não vá, mas não precisa sacanear.&lt;br /&gt;M.A.: - Não cara! Não to sacaneando não... Hiiii! Ok! Você venceu!&lt;br /&gt;A.D.: - Ok? Isso quer dizer que você vai?&lt;br /&gt;M.A.: - Vou, pronto! Conseguiu! Eu vou com você.&lt;br /&gt;A.D.: - Ok. Ta combinado. Nessa quinta-feira! Mas não vai contar pra ninguém!&lt;br /&gt;M.A.: - Ok.&lt;br /&gt;A.D.: - Hum! Pra falar a verdade, acho melhor eu ir sozinho.&lt;br /&gt;M.A.: - Como? Você me convence a ir e agora quer ir sozinho? Nada disso, agora eu vou.&lt;br /&gt;A.D.: - Não, tudo bem! É melhor você não ir mesmo. Eu vou sozinho. Acho que pegaria mal!&lt;br /&gt;M.A.: - Ahhh! Agora eu vou sim. Depois de toda essa presepada!&lt;br /&gt;A.D.: - Presepada? Você chama isso de presepada? Agora sou eu que não quer que você vá.&lt;br /&gt;M.A.: - Que é isso rapaz?! Amigo é pra essas coisas! Vou sim.&lt;br /&gt;A.D.: - É melhor não. Eu vou sozinho. Não quero que você pague mico lá.&lt;br /&gt;M.A.: - Você que sabe! Se é isso mesmo que você quer? Vá lá!&lt;br /&gt;A.D.: - É! Mas... Se você fosse junto seria menos constrangedor pra mim...&lt;br /&gt;M.A.: - Ahhh cara! Bom! Se quiser esperar até semana que vem...&lt;br /&gt;A.D.: - Semana que vem? Por quê?&lt;br /&gt;M.A.: - É. É que... Bom... Acho melhor contar logo já que eu não sou o único...&lt;br /&gt;A.D.: - Contar o que cara?&lt;br /&gt;M.A.: - É que eu liguei ontem pra esse salão e marquei hora pra semana que vem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21844999-114754415343492999?l=apalavraescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/feeds/114754415343492999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2006/05/classe-mdia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/114754415343492999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/114754415343492999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2006/05/classe-mdia.html' title='Classe Média'/><author><name>Vanessa Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16197551947343747460</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3X6xRF2hux8/TFHGyCdCAwI/AAAAAAAAAAM/67ysfVRHQ9Y/S220/Eu36.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21844999.post-114747412664841410</id><published>2006-05-12T19:46:00.003-03:00</published><updated>2011-08-02T21:03:57.403-03:00</updated><title type='text'>CRACHÁ</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4880/2213/1600/cracha.2.jpg"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="151" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4880/2213/320/cracha.2.jpg" style="cursor: hand; float: left; margin: 0px 10px 10px 0px;" width="175" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Arquimedes era um cara bonito e, apesar do nome, fazia sucesso com as garotas. Mas isso não tem nada a ver com a história. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois de um dia de surpresas boas, o vendedor, recém promovido a gerente, (era tudo que ele queria e a notícia lhe foi dada com cuidado, ele tinha o coração fraco), volta do trabalho, quando o ônibus que ele toma é surpreendido por assaltantes. Eram dois e armados. Eles só queriam levar a grana da moça, não iriam roubar mais ninguém, então se todos ficassem quietos, nada aconteceria. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele estava sentado em um dos assentos que ficam no fundo do ônibus, de frente para o cobrador e então percebe que, na euforia do momento, esquecera de tirar o crachá, mas deixa onde está. Havia mais passageiros lá atrás. A primeira coisa que lhe ocorre no momento é esconder seu celular, nem tanto pelo valor dele, pois hoje em dia até o entregador de jornal tem, mas pelo que estava guardado. Arquimedes retira, em fração de segundos, o celular do bolso e enfia dentro das calças, dentro da cueca mesmo e continua a observar o que acontece lá na frente. Não dava pra ver direito, o cobrador atrapalhava sua visão. Mas dava pra perceber que os mal-feitores apontavam suas armas para os demais passageiros e mandavam ficarem calados. Algumas mulheres choravam, o cobrador nem se mexia e o motorista cumpria seu papel de dirigir. Um menino que estava ao seu lado toda hora repetia que eles estavam vindo na sua direção. Mas eles estavam é demorando muito, será que não poderiam adiantar esse assalto? Queria ir para casa logo. É que ele havia entrado em uma dessas promoções, que as empresas de telefonia celular fazem de vez em quando, e havia ganhado duas passagens, com hospedagem incluída, pra assistir ao show de seu grande ídolo, Roberto Carlos, no Rio de Janeiro. E precisava contar à sua esposa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A moça finalmente entrega seu dinheiro, coitada, tinha o nome sujo na praça e iria comprar a passagem de sua mãe para o Rio de Janeiro com dinheiro vivo e teve que entregar, aos prantos, para esses pilantras miseráveis. Ela tinha trabalhado meses pra juntar aquela quantia, sua mãe também era fã do Rei, pra ter que dar “de bandeja” assim. Os dois meliantes mandam o motorista parar o carro e descem em um terreno baldio. Então, ouve-se um tiro. Arquimedes ainda aguardava ansioso a chegada deles na parte traseira do ônibus, quando os viu do lado de fora. Não entende nada por segundos, mas então percebe que havia, finalmente, terminado. É quando se dá conta que todas as pessoas que estavam no fundão, também haviam escondido seus celulares e relógios dentro das calças e sente vontade de rir. Mas o momento não era pra risadas e sim pra consolos. Ele tenta tirar seu celular das calças pra olhar as horas, mas não consegue, tinha descido tanto que só tirando a roupa toda. Deixa pra lá e tenta se acalmar até chegar seu ponto. Volta a pensar no prêmio que ganhara e na cara de sua mulher quando ficasse sabendo. Pensa também na moça que não iria mais levar sua mãe ao show. Finalmente salta e caminha pra casa, ouve ainda alguém gritar de dentro do coletivo, mas chove forte e ele precisa correr pra não se encharcar ou pegar um resfriado. Tropeça em alguma coisa, mas não pode perder tempo, nada iria atrapalhar sua viagem à cidade maravilhosa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega em casa todo molhado e conta a esposa tudo que acontecera naquele dia, o prêmio, o assalto, a chuva. Mal prestava atenção nela. O prêmio!!! O celular??? Tira a roupa pra pegar o celular, pois precisava ligar confirmando seus dados e passando a senha que estava nele, ainda hoje. A mulher parece meio desligada, mas ele está tão ansioso que não presta atenção. Cadê o celular? Lembra que tropeçara em alguma coisa e não dera importância. Volta correndo, procurando, mas nada. Não acha. Pensa na esposa, na moça, nos ladrões, no Roberto Carlos. Se não tivesse tentado esconder o celular? Se não estivesse chovendo tanto? Se não tivesse corrido?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando volta encontra o ônibus parado no mesmo lugar onde ele desceu. Ele entra pra procurar o celular, já que os bandidos tinham ido embora. Arquimedes finalmente encontra seu celular com o menino que estava sentado ao seu lado e imediatamente pensa em brigar com ele, quando tropeça em alguém que parece muito ferido caído no chão. Alguém com um crachá escrito Arquimedes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21844999-114747412664841410?l=apalavraescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/feeds/114747412664841410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2006/05/crach_12.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/114747412664841410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/114747412664841410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2006/05/crach_12.html' title='CRACHÁ'/><author><name>Vanessa Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16197551947343747460</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3X6xRF2hux8/TFHGyCdCAwI/AAAAAAAAAAM/67ysfVRHQ9Y/S220/Eu36.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21844999.post-114332646630655337</id><published>2006-03-25T18:40:00.002-03:00</published><updated>2011-08-02T20:53:14.452-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='felizes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='importante'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mentira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='rasteira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='machucar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pessoas'/><title type='text'>As pessoas da minha vida...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4880/2213/1600/yingyang.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4880/2213/200/yingyang.jpg" style="cursor: hand; float: left; margin: 0px 10px 10px 0px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 11.25pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: inherit;"&gt;Inúmeras pessoas vão entrar e sair das nossas vidas, mas nem todas permanecerão. Os motivos serão os mais variados possíveis. Elas vão aparecer de repente, vão levar a alma da gente e vão sumir pra sempre. Vão voltar por querer, vão ficar por merecer e vão partir por perder. Podem nos alegrar, nos machucar, nos acompanhar, nos guiar, amar, odiar, desejar ou repudiar, mas todas, sempre vão algo nos deixar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 11.25pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 11.25pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;As pessoas da minha vida não são as que mais amo ou as que continuam comigo, mas todas as que já passaram por mim, as que já fizeram parte do meu mundo assídua ou esporadicamente, ainda que tenha sido de mentira. Todas que eu permiti que caminhassem comigo, por menos passos que tenham dado ao meu lado.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Algumas não mereceram esses passos e essas eu deveria ter deixado pra trás na primeira curva ou chuva, ou na primeira rasteira que me deram, mas insisti em continuar, fiz de conta que tinha escorregado sozinha. Poderia ter deixado no chão quando tropeçaram ou empurrado ladeira abaixo quando tive oportunidade. Mas não fiz. Não fiz por mim, porque não sou assim. Apenas deixei pra trás. Mas mereciam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 11.25pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 11.25pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: inherit;"&gt;Há também as mornas, aquelas que fazem parte da minha caminhada, mas não fazem nada. Na verdade elas pensam que não fazem nada, pois quando estou caminhando de noite, no escuro e tenho medo, me basta saber que elas estão ali. O medo passa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 11.25pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 11.25pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: inherit;"&gt;Agora, há aquelas que participam ativamente ao meu lado até hoje. Que não apenas caminham comigo, mas me guiam, me orientam, ensinam, acodem quando entro em apuros, sacodem quando preciso acordar, fazem cócegas quando preciso rir, me embebedam quando preciso chorar e me ouvem quando preciso falar. Essas eu faço questão de caminhar junto. Nem que, pra isso, eu tenha que esperá-las tomarem fôlego na subida de uma ladeira ou segurar se a descida as descontrolar, ou dar a mão pra tirar de um buraco, ou correr um pouquinho para alcançá-las. Algumas caminham tão depressa que, às vezes, as perco, mas não desisto delas, vou atrás e acabo encontrando. Outras caminham a passos lentos, essas... Vou buscar. Têm aquelas que tentam pegar um atalho e acabam se perdendo e não consigo mais encontrar. Muitas se enveredam por caminhos que, pra mim, não seriam felizes, mas se realizam e vibro por elas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 11.25pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 11.25pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: inherit;"&gt;As pessoas da minha vida me fizeram muito mal e muito bem, todas elas em graus e épocas diferentes. Quantas apenas acenaram pra mim, mas não seguiram, quantas quiseram me seguir, mas eu corri o máximo que podia para deixá-las pra trás e quantas me foram tiradas à força. Algumas eu não gostaria de ter perdido, mas elas acharam que seria melhor caminhar sem mim ou bem longe de mim. Outras eu mesma afastei, foi melhor assim, acabariam me derrubando no primeiro barranco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 11.25pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white; font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 11.25pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;O mais importante é que continuo apesar delas e por causa delas. Sabendo que muitas ainda entrarão e &lt;/span&gt;sairão da minha vida e muito ainda me farão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21844999-114332646630655337?l=apalavraescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/feeds/114332646630655337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2006/03/as-pessoas-da-minha-vida.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/114332646630655337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/114332646630655337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2006/03/as-pessoas-da-minha-vida.html' title='As pessoas da minha vida...'/><author><name>Vanessa Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16197551947343747460</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3X6xRF2hux8/TFHGyCdCAwI/AAAAAAAAAAM/67ysfVRHQ9Y/S220/Eu36.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21844999.post-113979355061987203</id><published>2006-02-12T21:53:00.000-03:00</published><updated>2006-02-12T22:26:55.033-03:00</updated><title type='text'>Jogue os dados...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4880/2213/1600/dados.gif"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 225px; CURSOR: hand; HEIGHT: 208px" height="218" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4880/2213/320/dados.gif" width="225" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Mudança...&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Palavra que me causa fervor. Em alguns, torpor. E na grande maioria pavor. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;As mudanças são sempre bem vindas, na verdade nem sempre, mas deveriam. Como dizia o grande Raul Seixas: “Prefiro ser essa metamorfose ambulante...”.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;É melhor mudar do que estagnar, por outro lado, vocês poderiam dizer que algumas mudanças são para pior. Mas, pensem comigo... Se não houvesse mudanças, o mundo não evoluiria e viveríamos ainda como nos tempos primórdios. Às vezes precisamos deixar que as coisas mudem, elas pedem isso, pedem para serem renovadas, recriadas, recicladas e porque não rememoradas. É, relembradas. De vez em quando é válido fazer um flash-back, desses que valem à pena trazer à tona ou daqueles que só valem à pena pra nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O que não podemos é permitir que fique tudo igual, tudo gris. Nem que o cinza dos dias de inverno perdure todas as estações, ou que o laranja do verão seja somente laranja. Vamos colorir a vida, temos as cores e os pincéis, precisamos apenas de atitude.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Vamos jogar os dados e, independente da combinação que der, aceitar o novo como uma dádiva, uma oportunidade de reconhecermos o quão fomos cabeças-duras achando que sabemos o que é melhor pra nós. Que seria um risco, que poderia dar errado, que não teríamos como voltar atrás (e não precisamos), que as pessoas vão jogar na nossa cara, depois, que nos avisaram e que é melhor não trocar o certo pelo duvidoso. O duvidoso pode ficar melhor que o certo, pode ficar perfeito.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Portanto se houver algo novo acontecendo na sua vida e você ainda está em dúvida, aceite e recepcione essa novidade com toda sua alma. Pois mesmo que não dê certo, você não vai chorar pelo que não teve coragem de viver, vai além, vai aprender que fatalmente temos que fazer escolhas sempre e nem sempre acertamos, mas devemos seguir em frente. Jogue os dados e veja no que vai dar!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21844999-113979355061987203?l=apalavraescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/feeds/113979355061987203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2006/02/jogue-os-dados.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/113979355061987203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/113979355061987203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2006/02/jogue-os-dados.html' title='Jogue os dados...'/><author><name>Vanessa Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16197551947343747460</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3X6xRF2hux8/TFHGyCdCAwI/AAAAAAAAAAM/67ysfVRHQ9Y/S220/Eu36.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21844999.post-113889599953806844</id><published>2006-02-02T12:47:00.001-03:00</published><updated>2009-04-17T23:26:06.740-03:00</updated><title type='text'>Escrevo.</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4880/2213/1600/escrever.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4880/2213/320/escrever.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Escrevo porque gosto. Porque sei. Porque quero. E acima de tudo porque me realizo. Alguns sentem prazer em comprar, em ser presenteado, em ajudar os outros, em ganhar dinheiro, no sexo. Eu sinto prazer em escrever. Não que não sinta prazer com as coisas anteriormente citadas, só se fosse louca! E principalmente a última, mas o que me faz sentir capaz mesmo é conceber um texto, uma crônica, um conto, uma história, um hai-kai, uma poesia, um roteiro, ou seja lá qual for sua designação. Um texto bem escrito, é claro! Um texto que, após ter sido lido, seja possível refletir, ou gargalhar, ou chorar ou ainda sentir aquelas palavras entrarem em sua alma e lhe arrancarem o ar dos pulmões.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Escrevo sobre qualquer coisa, sobre tudo e sobre mim. Não gosto de escrever por obrigação, perde a graça. As palavras precisam ter liberdade pra criarem vida na hora certa. Então elas correm soltas pelo papel e vão se entrelaçando até formarem frases. E é com essas frases que surgem os grandes textos, não apenas da junção delas, mas da arte de interligá-las. Uma frase pode não dizer nada quando está solta ou dizer algo se escrita com paixão. Mas quando estão juntas podem dizer tudo. Essa é a magia do texto, é começar a escrever e não conseguir parar enquanto não tiver alma própria. É começar a ler e não querer parar enquanto não terminar. Se não for assim, é porque não foi bem escrito. Pouco importa se é curto ou extenso, se em letras miúdas ou em neon, mas sim o conteúdo, a alma.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Escrevo, sobretudo, porque gosto de ler. E escrevendo, preciso ler várias vezes até que o texto fique aceitável. Gosto de saber que existem no mundo pessoas como eu, que concordam que escrever é uma arte que pode definir todas as outras formas de arte. E que na verdade somos artistas que lançam aos olhares curiosos, através de frases conglomeradas, o que possuem de mais precioso dentro de si. Decididamente, escrever é um dom. Talvez não possua vocação para mais nada nessa vida, mas se eu puder continuar escrevendo, já me basta.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21844999-113889599953806844?l=apalavraescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/feeds/113889599953806844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2006/02/escrevo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/113889599953806844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/113889599953806844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2006/02/escrevo.html' title='Escrevo.'/><author><name>Vanessa Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16197551947343747460</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3X6xRF2hux8/TFHGyCdCAwI/AAAAAAAAAAM/67ysfVRHQ9Y/S220/Eu36.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21844999.post-113889522456503343</id><published>2006-02-02T12:45:00.000-03:00</published><updated>2006-02-02T13:05:48.156-03:00</updated><title type='text'>Vida de pesquisador!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4880/2213/1600/prancheta.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4880/2213/320/prancheta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Terça-feira, nove horas, toca o telefone. Emengarda atende. É do instituto de pesquisas que ela trabalha como free lancer, Pafúncio a convocando para a instrução (reunião onde são passados como e onde será feito o trabalho), marcada para as 13h no escritório. Ah é pra levar mochila, pois pode ser que tenha que viajar.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Emengarda, feliz, pois está sempre precisando de dinheiro, vai se preparar pra sair. Pega sua mochila, que está sempre a postos, e começa a recheá-la com um casaco, pois geralmente as viagens são à noite e ela sente frio, uma calça, duas blusas, roupas íntimas, material de higiene e prancheta, canetas e crachá. Pronto. Já pode sair? Não. Ainda falta pegar seu bloqueador solar, pois nunca se sabe aonde vai. Agora sim, está pronta, só falta tomar um banho e vestir algo confortável para agüentar a viagem.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Aproximadamente às 12h30min chega ao escritório. Lá encontra alguns dos seus colegas de trabalho que também irão viajar e conversam muito até a chegada dos coordenadores com o material, que inclui os questionários de pesquisa, os cartões demonstrativos de possíveis respostas, a filipeta (endereços dos pontos de pesquisa), a grade (papel onde constarão os nomes e idades dos entrevistados), a cidade pra onde cada um irá e, claro, as passagens. Pafúncio, o coordenador, começa a distribuir os pilotos, que são os questionários de rascunho para possíveis mudanças ou explicações, entre os pesquisadores.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- Boa tarde pessoal, vamo lá?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;E todos prestam atenção minuciosamente no que ele diz até o momento em que um dos pesquisadores, (sempre ele) faz uma pergunta idiota. Bom, todos já conhecem, ele simplesmente não consegue se conter, mas dá-se continuidade, pois alguns terão que viajar às 16h. E, finalmente após várias interrupções e risadas e além do fato de o coordenador ser meio lento, consegue-se terminar.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Bom, nesse ponto cada um já sabe aonde e com quem viajará e toma seu rumo. Emengarda irá junto com Mequetrefa, uma recém chegada na função, para Nova Fátima, uma cidadezinha da Bahia mesmo, mas tão pequena que se você correr sai da cidade. Ela sabe que chegarão ao lugar à meia noite e terão que descer na estrada, procurar a cidade e se tiver alguém acordado, conseguirão uma pousadinha para passar o resto da noite, senão paciência até o amanhecer. Porém... Aquela era a noite de sorte delas, havia uma casa com a luz acesa e elas conseguiram que lhe indicassem uma pousada.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;As 6h de quarta-feira as duas já estão na rua com seu primeiro entrevistado, pois quanto mais cedo começassem mais cedo terminariam e poderiam pegar o primeiro ônibus de volta sem precisar gastar suas diárias. Somente às 9h Emengarda consegue terminar seu primeiro ponto, ou seja, as primeiras sete entrevistas no primeiro endereço. Estava difícil, as pessoas estavam com pressa e não queriam parar. E ela foi para o segundo ponto disposta a fazer os outros sete, enquanto Mequetrefa tentava terminar seus primeiros. Daí percebeu que havia reclamado demais, pois lá pelo menos tinha alguém passando, ainda que com pressa, e agora não passava ninguém. Mas a Free Lancer não desanimou, ela já havia passado por isso antes e sabia que era só esperar, que haveria de aparecer alguém. Pobre Emengarda, esperou até seu protetor solar derreter todo e ela torrar com aquele sol, pois era branca de dar dó. Porém às 17h ela consegue sair vitoriosa de sua última abordagem a um senhor de 80 anos, que só entendia o que ela falava depois da terceira vez e que dizia que não sabia a cada pergunta. Mas conseguiu.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A pesquisadora extasiada depois de saber que poderia voltar para o aconchego do seu lar vai pra pousada fechar a conta e aguardar Mequetrefa. Às 17h30min a novata chega esbaforida e as duas correm pra estrada na tentativa de pegar o ônibus das 18h que era o último, conseguem. Mas ainda não acabou sua peregrinação, elas ainda teriam que levar o material ao escritório no outro dia bem cedinho, quer dizer nem tão cedo, pois o coordenador não chega cedo. E durante a viagem de volta, muito cansada e já relaxando com a certeza do dever cumprido, a trabalhadora “super-bronzeada” para pra pensar e se questiona se era realmente essa a vida que queria levar. Ela sabe que é um serviço puxado, cansativo e sem reconhecimento, pois ninguém acredita em resultados de pesquisas e pior ainda, um pesquisador só existe para aqueles que foram entrevistados por ele, pois ninguém acredita que existam pesquisadores. E depois de várias viagens, Emengarda decide que iria deixar de ser pesquisadora. Então começou a pensar que havia um lado bom, o lado de estar sempre viajando e conhecendo novos lugares e pessoas, no quanto ela gostava de arrumar a mochila sem saber pra onde ia ou se conseguiria voltar... Mas... Bastava! Tinha decidido! Depois que entregasse o material não iria mais trabalhar com isso. Chegou ao escritório, entregou o material e foi embora, irredutível.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Sexta-feira, nove horas, toca o telefone. Emengarda atende. É do instituto de pesquisas, que ela trabalha como free lancer, alguém a convoca para uma instrução (reunião onde são passados como e onde será feito o trabalho), marcada para as 13h no escritório. Ah é pra levar mochila, pois pode ser que tenha que viajar.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Emengarda, feliz, pois está sempre precisando de dinheiro, vai se preparar para sair. Pega sua mochila que está sempre a postos e começa tudo outra vez.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21844999-113889522456503343?l=apalavraescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/feeds/113889522456503343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2006/02/vida-de-pesquisador.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/113889522456503343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/113889522456503343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2006/02/vida-de-pesquisador.html' title='Vida de pesquisador!'/><author><name>Vanessa Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16197551947343747460</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3X6xRF2hux8/TFHGyCdCAwI/AAAAAAAAAAM/67ysfVRHQ9Y/S220/Eu36.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21844999.post-113889478259578497</id><published>2006-02-02T12:29:00.001-03:00</published><updated>2011-08-02T20:53:53.751-03:00</updated><title type='text'>É só permitir...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4880/2213/1600/ilusao2.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4880/2213/320/ilusao2.jpg" style="cursor: hand; float: left; margin: 0px 10px 10px 0px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Coisas acontecem o tempo todo. Coisas boas, coisas ruins, engraçadas, estranhas ou apenas coisas da vida. O objetivo maior do ser humano, ainda que piegas, é ser feliz. Mas a pergunta é: A felicidade é um destino ou um caminho?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Com certeza as respostas iriam se dividir ou talvez alguns dissessem que ela pode ser os dois. Quem sabe a vida se tornaria muito mais interessante se pudéssemos saber que determinado dia poderíamos ser muito felizes. Como um curso qualquer, onde depois de despender (ou melhor, agregar) alguns anos estudando, ao final nos tornamos profissionais. Porque com a felicidade não pode ser da mesma forma? Passaríamos algum tempo evoluindo para um dia nos tornarmos pessoas felizes. Ou será que já não é isso mesmo? Pois é... Acho que para alguns ela se define dessa forma, e essas pessoas esperam e esmeram-se tanto para esse tão almejado momento, que ele acontece, passa e elas vão embora sem nem perceber que foram felizes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Para outros, entretanto, a felicidade é inerente, só falta permiti-la. Ela pode assumir várias formas ou ser muitas coisas. Pra quem tem fome, ela está na saciedade, pra quem tem sonhos, na realização, pra quem tem saudades, na presença, pra quem tem mágoas, na vingança e pra quem ama, na recíproca. Ela também pode estar em momentos, às vezes um olhar, um toque, um telefonema ou até mesmo uma bronca pode causar felicidade. Pode ser contagiosa, dependendo do grau de intensidade que ela atinge. E tenho pra mim que é sua melhor face.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;O grande problema é que só procuramos esse bendito estado de espírito naquilo que perdemos ou deixamos de ganhar. Naquilo que nos foi tirado. Ficamos sempre esperando arrumar um emprego melhor, ou encontrar um grande amor, ou comprar um carro novo, ou emagrecer, ou superar o que nos machucou. É! Nós gostamos de sofrer! E sofremos não pelo que nos acontece e sim pelo que gostaríamos que acontecesse. Nós depositamos a nossa meta de ser feliz nas expectativas futuras e, quando elas não são correspondidas, nos frustramos e nos dizemos infelizes. Não deveríamos medi-la pelo passado não acertado ou pelas ilusões projetadas, mas sim pelo que adquirimos, o que temos e por tudo que aprendemos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Que bom seria se soubéssemos conviver com a felicidade ou se pudéssemos apenas aprender a aceitá-la, já que é onipresente. Ser feliz não é minha ambição, é minha inferência. E nem deveria ser a de ninguém. Pois coisas vão continuar acontecendo e a felicidade como algo concreto a ser almejado, não existe, ela é mais uma parte do todo. Nós inventamos essa busca incessante e usamos como pretexto para não sermos felizes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21844999-113889478259578497?l=apalavraescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/feeds/113889478259578497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2006/02/s-permitir.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/113889478259578497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/113889478259578497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2006/02/s-permitir.html' title='É só permitir...'/><author><name>Vanessa Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16197551947343747460</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3X6xRF2hux8/TFHGyCdCAwI/AAAAAAAAAAM/67ysfVRHQ9Y/S220/Eu36.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21844999.post-113889398606008531</id><published>2006-02-02T12:15:00.001-03:00</published><updated>2011-08-02T20:54:23.458-03:00</updated><title type='text'>Amores "Hi-Tech"</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4880/2213/1600/Vida%20de%20Casado.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="201" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4880/2213/320/Vida%20de%20Casado.jpg" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" width="350" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Os amores hoje em dia estão cada vez mais informatizados, cada vez mais “Hi-Tech”. Faz-se amor virtualmente, casa-se por intermédio de agências matrimoniais, ama-se por e-mail, declara-se por celular, abandona-se por cartão virtual e até apaixona-se por bate-papo da Internet. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Acabou-se aquele romantismo natural que envolvia os apaixonados e induzia-os a apaixonar-se ainda mais, a caracterizar essa paixão de forma eterna e presente, onde se trocavam juras e surpresas de amor e olhava-se mais nos olhos, que é por onde começa o entendimento e compreensão necessários para completar uma relação. As pessoas não se falam mais, apenas saúdam-se, não conversam mais, deixam recados na secretária eletrônica, as famílias estão perdendo o conceito da palavra que as define como pessoas que se gostam e dedicam-se umas as outras. Pois não há mais tempo para esse tipo de coisa, existe sempre algo a fazer que é mais importante do que alguém, então o subterfúgio é usar a tecnologia para comunicar-se e assim distanciar-se cada vez mais. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Quando se fala em amor, logo se pensa em um casal apaixonado trocando juras, indo ao cinema, passeando de mãos dadas e “otras cositas más”. No entanto é difícil ver essas cenas por aí nos tempos atuais, pois esses mesmos casais estão trabalhando, estudando ou ocupados demais para compactuar com esses momentos, que tem grande importância na vida das pessoas. E, fatalmente, essa noção de amor está tornando-se piegas em função do corre-corre do cotidiano e cada vez mais, esse sentimento maior e tão gostoso, sendo invadido pela tecnologia, que chegou para tomar lugar na vida do ser humano e até substituí-lo. Por isso, quanto mais crescem as tecnologias, mais distanciadas ficam as pessoas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21844999-113889398606008531?l=apalavraescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/feeds/113889398606008531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2006/02/amores-hi-tech.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/113889398606008531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/113889398606008531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2006/02/amores-hi-tech.html' title='Amores &quot;Hi-Tech&quot;'/><author><name>Vanessa Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16197551947343747460</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3X6xRF2hux8/TFHGyCdCAwI/AAAAAAAAAAM/67ysfVRHQ9Y/S220/Eu36.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21844999.post-113885255179400498</id><published>2006-02-02T00:52:00.001-03:00</published><updated>2012-02-24T00:12:59.210-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='moedas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coleção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='selos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='colecionação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='carros'/><title type='text'>Colecionação (ato de colecionar)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-JbHHOJw6QzY/T0bqzAI8o8I/AAAAAAAAALs/OQ8_l7-7XBk/s1600/1287244652_129471520_2-colecao-de-selo-Atibaia-1287244652.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; display: inline !important; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; text-align: center;"&gt;&lt;img border="0" height="130" src="http://2.bp.blogspot.com/-JbHHOJw6QzY/T0bqzAI8o8I/AAAAAAAAALs/OQ8_l7-7XBk/s200/1287244652_129471520_2-colecao-de-selo-Atibaia-1287244652.jpg" width="100" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-6TR3g4ev3bI/T0bq5v9oVVI/AAAAAAAAAL0/p2E56KqBffk/s1600/colecao-de-carros.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; display: inline !important; float: left; font-family: georgia; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="130" src="http://4.bp.blogspot.com/-6TR3g4ev3bI/T0bq5v9oVVI/AAAAAAAAAL0/p2E56KqBffk/s200/colecao-de-carros.jpg" width="100" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Eu queria falar sobre coleções, mas antes vou definir a palavra. O Michaelis nos diz que é uma reunião de objetos da mesma natureza. Ok. E... Bom, eu penso que não seria apenas de objetos. Pode-se fazer coleção do que quiser. Existem colecionistas de selos, acho que são os mais comuns, de moedas, esses também são bastante comuns, de carros, que já não são tão comuns assim, mas há também os colecionadores mais excêntricos, que preferem reunir “pessoas da mesma natureza”, ou não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-uHE4u4i4GTI/T0bvoHFHSTI/AAAAAAAAAL8/Ll1WzomqbJM/s1600/slash-colecao-de-guitarras-4f6b7.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; display: inline !important; float: left; font-family: georgia; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="130" src="http://1.bp.blogspot.com/-uHE4u4i4GTI/T0bvoHFHSTI/AAAAAAAAAL8/Ll1WzomqbJM/s200/slash-colecao-de-guitarras-4f6b7.jpg" width="100" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Confesso que já tentei adentrar esse mundo dos colecionadores, mais por curiosidade, submetendo-me a surrupiar cartões postais de todos os saudosistas, mas não fui muito feliz, acho que não tive paciência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="font-family: georgia;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-7-bEYy1o32Y/T0bqvskPRxI/AAAAAAAAALk/m89OD50WgAk/s1600/1284471544_12976612_1-Fotos-de--NUMISMATICA-E-RELOJOARIA-ANTIQUARIO-E-COLEcoES-NEUMAN-1284471544.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; display: inline !important; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="130" src="http://2.bp.blogspot.com/-7-bEYy1o32Y/T0bqvskPRxI/AAAAAAAAALk/m89OD50WgAk/s200/1284471544_12976612_1-Fotos-de--NUMISMATICA-E-RELOJOARIA-ANTIQUARIO-E-COLEcoES-NEUMAN-1284471544.jpg" width="100" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Porém, existe um questionamento acerca de tudo isso que me aporrinha as idéias. Pra que diabos serve uma coleção? Na sua definição de origem, é claro! O que leva um ser humano a agrupar vários objetos da mesma natureza, ocupando espaço de algo que poderia lhe ser útil? Gastando, pois deve-se gastar algum dinheiro na aquisição e manutenção, e ainda perdendo tempo. Passatempo? Será que as pessoas têm tanto tempo livre assim? Que estranho prazer é esse que se contenta em contemplar e exibir, uma quantidade de bens inúteis? Pois um objeto quando entra para uma coleção, segundo os que entendem do assunto, não pode mais ser utilizado, mas apenas contemplado. Nostalgia? Apego excessivo? Ou é uma questão que só Freud explica? Enfim, qual é a graça de uma coleção?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Se for pra colecionar, porque não algo realmente interessante. O que? Sei lá! Se soubesse seria uma colecionadora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Que fique bem claro que não sou contra o colecionismo, mas é preciso que seja, no mínimo, audacioso. Acho que prefiro apoiar os excêntricos, que “usufruem” de sua coleção. Esses sim têm prazer!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21844999-113885255179400498?l=apalavraescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/feeds/113885255179400498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2006/02/colecionao-ato-de-colecionar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/113885255179400498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/113885255179400498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2006/02/colecionao-ato-de-colecionar.html' title='Colecionação (ato de colecionar)'/><author><name>Vanessa Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16197551947343747460</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3X6xRF2hux8/TFHGyCdCAwI/AAAAAAAAAAM/67ysfVRHQ9Y/S220/Eu36.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-JbHHOJw6QzY/T0bqzAI8o8I/AAAAAAAAALs/OQ8_l7-7XBk/s72-c/1287244652_129471520_2-colecao-de-selo-Atibaia-1287244652.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-21844999.post-113885232806511010</id><published>2006-02-02T00:44:00.001-03:00</published><updated>2011-08-02T20:55:19.526-03:00</updated><title type='text'>O prazer é todo meu!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4880/2213/1600/abra??ando"&gt;&lt;img alt="" border="0" height="251" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4880/2213/320/abra%3F%3Fando%20o%20mar.2.jpg" style="cursor: hand; float: left; height: 206px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 227px;" width="244" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4880/2213/1600/abra??ando"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Meu trabalho é noturno, trabalho sábados, domingos e feriados. Ganho bem. Ganho por casal. Só trabalho com casais, é imprescindível. Esse lance de trabalhar com programas me deixa um pouco cansada e sem vida social, pois acabo não tendo muito tempo pra mim, já que me dedico muito aos casais. Estressa. Mas é gratificante saber que realizei os desejos dessas pessoas, e que muitas vezes esses momentos que passaram comigo fizeram com que seu casamento voltasse a ter magia. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: white; font-family: arial;"&gt;Vou explicar... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: white; font-family: arial;"&gt;Antes de tudo, a aparência conta muito, é necessário que eu esteja muito bem arrumada e cheirosa, já que vou me relacionar com casais qualificados. Então, definamos “qualificados”, são pessoas casadas com renda média mensal acima de R$7.000,00. Nem muito novos, pois não teriam disponibilidade financeira para o que estou oferecendo e nem muito velhos, pois não se interessariam, já que, fisicamente falando, não têm mais o mesmo vigor para o que pretendo que eles façam. Então as idades precisam estar entre 30 e 60 anos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: white; font-family: arial;"&gt;Tudo começa assim que o casal chega ao hotel. Vou até eles e apresento-me com muito prazer! Levo-os a mesa que reservei pra nós. Eles ficam um pouco sem graça, pois é sua primeira vez nesse tipo de encontro, mas eu já fiz isso antes e tento relaxá-los descontraindo-os com um bate-papo inicial, onde procuro descobrir mais sobre eles e também deixo que descubram sobre mim. É necessário. Pois preciso saber como conduzir com eles. Fazemos um pacto de sinceridade e depois já engreno com as preliminares, eles já estão relaxados e aceitam tudo numa boa. O ato vai durar uma hora e meia, é o tempo que tenho disponível pra esse casal. Não é assim, não! Sou uma pessoa ocupada e ainda terei que atender outro casal na mesma noite. Mas no máximo dois, senão canso. Sem contar que ganho muito bem se conseguir satisfazê-los com o programa. Por isso preciso fazer bem feito.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: white; font-family: arial;"&gt;Durante todo tempo a conversa flui de forma envolvente e nós três, entre uma bebida e outra, ficamos tão íntimos que esquecemos que existem outras pessoas ao nosso redor que estão nos observando. O apogeu do nosso encontro é quando consigo fazer com que eles se vejam fazendo aquilo que estou propondo, e eu faço de tal forma, que até saem de si, suspiram e participam ativamente. Contam suas experiências anteriores, eu conto as minhas e sugiro novas oportunidades, lhes mostro um mundo que não conheciam que faz com que eles se empolguem e também deixem sua imaginação fluir. É um momento mágico! E é um ponto decisivo pra que eles se tornem clientes e queiram permanecer conosco. A satisfação pessoal. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Logo depois sugiro irmos para o quarto. No instante em que entramos no quarto e fechamos a porta, eles já estão querendo muito e aquele é o momento em que eles realmente irão entrar no clima do programa, ali eles têm algo palpável, algo que podem tocar e sentir que poderão ter muitas outras vezes. Basta querer. E eles querem! O que acontece lá dentro é indescritível e só depende de mim! Não posso deixá-los saírem do clima. Senão já era! Mas consigo ir até o fim. E mais! Ainda consigo fazer com que eles aceitem a introdução de uma quarta pessoa, que acaba sendo o momento mais esperado da noite, ou a melhor parte! É a pessoa que irá finalizar e levar-nos ao clímax! Agora sim eles conseguem relaxar! E percebem que era exatamente isso que estava faltando em suas vidas, esse tempero para seu casamento. O casal já está tão envolvido comigo e com tudo que aconteceu, que faz um acordo ali, na hora e compromete-se a usufruir desses momentos pelos próximos dez anos, e ainda por cima, em outros lugares e países, experimentando coisas novas e até convidando outros casais pra participarem também, só pra não cair na rotina. Meu trabalho é um tanto quanto diferente, eu diria mais, intrépido, mas enfim, prazeroso. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: white; font-family: arial;"&gt;Bom! Consegui! Vendi mais um programa de férias! Então, celebremos com champagne e bolinho de bacalhau.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/21844999-113885232806511010?l=apalavraescrita.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/feeds/113885232806511010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2006/02/o-prazer-todo-meu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/113885232806511010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/21844999/posts/default/113885232806511010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apalavraescrita.blogspot.com/2006/02/o-prazer-todo-meu.html' title='O prazer é todo meu!'/><author><name>Vanessa Lemos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16197551947343747460</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_3X6xRF2hux8/TFHGyCdCAwI/AAAAAAAAAAM/67ysfVRHQ9Y/S220/Eu36.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
